Meu amor, só de te olhar eu já
sentia prazer. O seu corpo no sofá que com um beijo me arrastou pra cama como
quem arrasta uma criança ate o parque de diversões. Ao me lembrar consigo te sentir. A gente se beijava como
quem há tempos não se comia e a gente se comeu, meu amor. Que delicia você
dentro de mim. Mas você me chateou me chateou por eu ser atrevida de mais e
mexer onde já mais deveria ter mexido: quem procura acha, ne amor?! Amor, eu te
olhei, jurando ate em suas mãos nunca mais gozar e de repente, amor, me vi
rompendo com mais um de meus “nunca mais” quando me dei por conta eu já estava
dentro de você e você gemia tão gostoso no meu ouvido. Era impossível conter o
meu tesão tal como está sendo impossível conter as minhas lembranças de sua
língua em mim. Aquele colchão esticado no quarto pequeno, com lençóis
umedecidos de suor, do nosso suor. Aaaah meu amor, eu gemia “me come, me come,
me come” “Eu vou gozar, me fode, come meu cú” “aiiii amor, fode gostoso, come
meu cú”. E prestes a gozar, meu amor, eu juro, pensei ate em te amar. Sua
língua no meu cú, seu dedo na minha boceta quase me matou de prazer me mandado
calar a boca. Como gozar em silêncio diante de uma foda tão gostosa? Amor, não
se preocupe, deixe que ouçam. Eu gozei e demoradamente você saiu de dentro de
mim (embora eu ainda saiba te sentir).
Meu amor, como foi bom te comer.
Desculpe-me, eu não consegui conter os meus impulsos. Eu não soube te degustar
e apreciar lentamente. Eu te comi e me lambuzei com sua boceta toda molhada,
sem a menor delicadeza lhe arranquei as pregas do seu cú. Você era doce e eu a
tinha em abundancia, mas somente aquela noite. Então meu amor, desculpe por ter
lhe comido com ciúmes, ciúmes da rapariguinha que te comeu antes de mim e raiva
das próximas putinhas que tu iras servir.
Amor, eu estou indo embora, vou
encontrar outra pessoa, descobrir novos sabores e jurar para todos que já te
esqueci.
Amor, eu parei e te observei
dormir, te acariciei o rosto e me lembrei do quanto tu me fazes mal. Eu vou me
afastar de você. Descobri que quando te tenho é fácil ir embora, não é triste
dizer adeus quando ainda estou ao seu lado, portanto fique mais um pouco. Eu só
sei me despedir, mas nunca sei ter que partir. Amor, são apenas ensaios
frustrados de despedidas. Quando vais embora o meu corpo clama por ti, minha
mente cria você. Eu te faço e desfaço ao meu modo, até te torno submissa ao meu
prazer. Meu amor, a minha mente te desfaz no mesmo segundo, me traz lembranças
de um tempo cruel e me mostra o quanto não és minha, o quanto nunca serás de
ninguém e ao mesmo tempo o quanto sempre serás de todas nos. Eu não te tenho,
por isso vou-me embora. Não se preocupe amor, eu vou voltar, sabes que volto,
nos sempre voltamos. O seu beijo sempre me leva para cama e o meu conflito
sempre te atrai para cima de mim. Sempre, veja como eu digo, sempre.