quinta-feira, 25 de abril de 2013

Leia Com Deboche


Eu nunca soube qual o problema dessa garota, ela se embriagava e dormia ali em algum cantinho qualquer, completamente nua se torturava com o frio que doía. Logo pela manha quando acordou –escute- que sede desgraçada bebia água como um mendigo mata a fome e eu só observava toda aquela sujeira que ela precisava limpar – não eu não me refiro à sujeira da alma – o que mais me divertia era que diante dos seus resquícios de uma noite de bebedeira ela sentia nojo do seu próprio vômito, restos que saíram de dentro dela. Eu não sou uma pessoa má, mas eu ria que não sabia parar. Ela foi imediata e desesperadamente olhar no celular e descobriu que contou algumas mentiras que ate mesmo ela, em seu momento nada lúcido, estava acreditando. A cabeça dela doía e eu me acabava em risos, irremediavelmente louca de bêbada como se quisesse morrer tomou remédio que nem de longe poderia sentir cheiro de álcool, ela ficou desesperada quando viu a caixa e os comprimidos jogados pelo chão, não que eu seja uma pessoa má, mas eu ria só porque era engraçado e não sabia ao certo o que se passava naquela cabeça oca que ate seus medos disse que iria enfrentar. Meu Deus o álcool da coragem, e no meio da madrugada quando acorda assustada diante de nenhuma luz ligada –escute- ela me olhava completamente indignada enquanto eu me acabava em risos e então com todo deboche do mundo resolvi conversar com aquela coisa que exalava pinga por todos os orifícios “meu bem, era sua patrona?” ela sorriu e disse “na verdade nunca foi”. Como quem sorrir de sua desgraça a maldita ouvia Clarice Falcão – o que eu bebi’ e eu me acabava em risos porque ate ela sorria e então eu disse “filha da puta, tudo isso nada mais é do que desculpa para encher o cú de pinga, vá com calma porque eu faço parte de você e minha cabeça agora dói”.

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