Eu nunca soube qual o problema
dessa garota, ela se embriagava e dormia ali em algum cantinho qualquer,
completamente nua se torturava com o frio que doía. Logo pela manha quando
acordou –escute- que sede desgraçada bebia água como um mendigo mata a fome e
eu só observava toda aquela sujeira que ela precisava limpar – não eu não me
refiro à sujeira da alma – o que mais me divertia era que diante dos seus
resquícios de uma noite de bebedeira ela sentia nojo do seu próprio vômito,
restos que saíram de dentro dela. Eu não sou uma pessoa má, mas eu ria que não
sabia parar. Ela foi imediata e desesperadamente olhar no celular e descobriu
que contou algumas mentiras que ate mesmo ela, em seu momento nada lúcido, estava
acreditando. A cabeça dela doía e eu me acabava em risos, irremediavelmente
louca de bêbada como se quisesse morrer tomou remédio que nem de longe poderia
sentir cheiro de álcool, ela ficou desesperada quando viu a caixa e os
comprimidos jogados pelo chão, não que eu seja uma pessoa má, mas eu ria só
porque era engraçado e não sabia ao certo o que se passava naquela cabeça oca
que ate seus medos disse que iria enfrentar. Meu Deus o álcool da coragem, e no
meio da madrugada quando acorda assustada diante de nenhuma luz ligada –escute-
ela me olhava completamente indignada enquanto eu me acabava em risos e então
com todo deboche do mundo resolvi conversar com aquela coisa que exalava pinga
por todos os orifícios “meu bem, era sua patrona?” ela sorriu e disse “na
verdade nunca foi”. Como quem sorrir de sua desgraça a maldita ouvia Clarice
Falcão – o que eu bebi’ e eu me acabava em risos porque ate ela sorria e então
eu disse “filha da puta, tudo isso nada mais é do que desculpa para encher o cú
de pinga, vá com calma porque eu faço parte de você e minha cabeça agora dói”.
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