Eram olhares vestidos com óculos
escuros, indiretas camufladas de brincadeiras, cabelos dourados feito o por do
sol. Era cerveja, era álcool, havia cigarro e “não me toque”. Foi dia, era
noite, teve sexo apetitoso e deliciosamente bêbado.
-Até logo, volto já!- ia e
voltava, ficava e brigava, vinha e transava, dizia dar passos e gostar, mas o
que não sabia era que só andava para trás. A outra ela jurava amar - A ti
entrego tudo que tenho de mais bonito e gostoso, todo esse amor que em mim para
ti se faz miserável. Eu amo o mal que tu fazes para mim e não valorizo o bem
que me prestam a fazer -. Voltava e se colocava a pedir ajuda para esse amor
não mais acariciar.
-És tu que agora desejo amar. SEI,
EU SEI. Namora comigo?- Foi “amor” foi corpo, foi desejo, foi suor, foi
orgasmo, foi doce, foi meigo, foi lindo, foi de mentira, foi ilusão.
Às vezes era mais ela às vezes um
pouco eu. Havia grito de piedade, suplico de vontade, e um beijo por caridade.
-Adeus. Preciso ir!
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