Já reparou que sempre inicio um
texto falando de meus vícios?!
Agora falo da minha
abstinência...
Como desejo bebidas, cigarros,
você. Mas não os tenho, não os posso.
Estou tão fria. Está tão frio
aqui, eu gosto de frio. Gosto de frio acompanhada e gosto de frio na solidão da
madrugada. Quando você se prende as suas lembranças, lembranças do que viveu e
do que idealizou um dia viver.
Seu coração disparado e eu conseguindo
ouvi-lo. Meus suspiros mais ofegantes, e eu tentando conter a minha vontade
louca de dar.
UaAl ...
Paro e me pergunto: .... ? Melhor
nem escrever, mas me pergunto.
E por incrível que pareça me
respondo. Eu sempre sei a resposta para todas as minhas duvidas. Porque atuo
como se não soubesse?
Ontem pela madrugada, não
conseguia dormir, e lá fora ventava frio, sua lembrança me corroia, você me
corroí, como se fosse vicio, será que é vicio? Não, não pode ser. Eu me
conformo com sua ausência, mas sua presença me faz um mau tão bom!
O frio me doía, mas eu não conseguia
entrar, o cigarro já me sufocava e minha tosse, como quem sofre de tuberculose,
eu não conseguia controlar. Que mal é esse que me alimenta? Que mal destrói?
Porque a dor me excita?
A tortura me persegue, e eu não
consigo ficar mais que uma semana sem isso... Isso o que?
Tudo isso, sei lá o que ou por
que.
E então aquela vontade louca de
escrever coisas abstratas e aparentemente sem nexo.
Abstrair, subtrair, destruir,
conseguir, perseguir.... Sorrir..
Conseguir, conseguir, conseguir,
prosseguir!
Eu sei que não entendeu nada, mas
talvez nem eu tenha entendido, na verdade é besteira tentar me entender, é
ilusão tentar te entender. Seria isso um “prove um pouco de seu próprio
veneno?”
E a porta da sacada aberta, o vento me convidando a possuir, e eu me
recusando. Recuso-me sim, aqui não tem cigarro, se tivesse ate te amaria.. Mas
não, não tem!
Boa noite, não vou me deitar
agora. Mas boa noite!
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