sábado, 28 de julho de 2012

Pouco veneno


Você é uma filha da puta.
Se acha muito esperta, mas que doce é essa sua ilusão?
Meu amor, eu sei de tudo. E essas suas falsas frases repetidas? É isso mesmo que diz para todas?
Vadia!
Poxa vida, estou ofendendo a classe, perdoem-me.
Quanto você, o que está esperando?
Vai lá dar os seus falsos beijos e caricias. Deixe que toque todo o seu corpo. Suspiros profundos olhado nos olhos  e que faça com que você se entregue de corpo e alma, porque não de coração?
Ela pode te dar o carinho que você precisa, e somente ela pode dar.
Ah ela tem um sorriso torto e olhar penetrante, assim como o meu, verdade?
Será que os olhos também brilham tanto?
Não sei, mas ela te olha de uma forma que te faz entregar.
Seu cheiro repugnante combina perfeitamente com o dela.
Eu não posso te dar o que você merece, afinal, não tenho tanto veneno assim disponível. 

Cumprir o prometido



Conte-me uma coisa aqui, porque seu falso sorriso é assim tão lindo e deslumbrante?
Maldição.
E enquanto você falava tentando me fazer sentir especial, eu olhava nos teus olhos procurando a tua verdade. Eu chorei, chorei de tristeza de raiva e de dor.
Parei de olhar, não queria e nem podia mais chorar, para que demonstrar tanta fraqueza?
A verdade é que sou fraca, tenho a minha força brutalmente física e a minha fragilidade puramente emocional.
A única coisa que sei é que você não presta, não vale o cigarro que fuma, as lagrimas que derramo e nem os porres que levo/levarei. Mas acho que é esse o momento, vou cumprir o prometido e, por favor, não tente me impedir. Chegou o momento de fumar, diariamente, as minhas duas carteiras de cigarro, tomar minha vodka e levar o porre das bebidas mais caras e falsas, tornar o meu vinho branco tinto de sangue. Tudo isso para lembrar-me de como era estar com você e de como preciso deixar-te ir. Não tente me impedir, esse é um direito meu.
Mas te peço, da forma mais gentil possível: não me compare a um idiota qualquer.
Embora seja por te desejar. Mas eu percebo teu joguinho. Não jogue. Isso não te torna uma pessoa melhor.
Eu tento simplificar meus sentimentos. Repito para o espelho coisas que eu nem sei.
Ah, essa mania, como simplificar coisas que não podem ser simples?
Ou será que estou complicando coisas banais?
Acho que os meus olhos, por ti, já não brilham mais.
Embora minhas mãos gelem e meu coração dispare sempre que me abraça, a minha pouca maturidade me faz negar-te porque ela sabe que você mente e que por mais que eu deseje, com você nunca será diferente. Vou me ferir ainda mais.
É isso que apaga o meu brilho para ti.
Aquela que me gosta manda-me mensagem dizendo que ficará tudo bem, que vai passar. Eu sei que vai, sempre passa, amor.
Cuide-se.
Não precisa se preocupar e nem olhar para trás. Já tive desilusões maiores e sobrevivi para sobreviver mais essa.
Eu sempre soube me cuida e dessa vez não será diferente.
Como?
Não importa os meios, o fim o justificará.

Pirralha


Você me ignora me despreza, me destrata você é grossa, muito grossa comigo.
Eu gosto de sorrisos e palavras bonitas. Mas tens razão, de que adianta ser lindo e não ser de verdade?
Jogue comigo, continue fazendo seu jogo, eu peço um tempo, quero pensar se vou ou não ate o final. Mas vamos ser sinceras?! Você não é tudo que imagina não, princesa, você não é tão espetacular quanto pensa, quanto eu digo. O fato de eu te tratar bem não significa que sejas especial. Não se iluda. Trato-te com a mesma gentileza que trataria qualquer prostituta de esquina ou cabaré.
E olha, já estive com você pensando em outra. Acredita? Pois é, eu estive.
Você fode bem. Huuum. Preciso admitir que transar com você é mesmo muito gostoso, mas na boa, o que eu quero para minha vida vai muito além. Se for só isso que tiver a me oferecer....
Quero sorrisos, quero abraços, quero meiguice, quero sentir amor, preciso de carinho. Eu quero uma mulher e não um monte de gelo.
Já se masturbou com gelo? É gostoso, já me comeram assim. É gostoso, porém não é meu predileto. Prefiro as coisas que me aquecem.
E olha, presta atenção. Eu não penso em você o tempo todo e quando as horas estão iguais... Presta atenção, nem sempre sou eu.
Talvez seja tua mãe se arrependendo por ter-te criado tão mal assim, talvez seja seu pai se perguntando aonde ele errou.
Garota...
Garota, garota, garota. O mundo é cruel, sabia? Nem todos lá fora têm a paciência que tenho. Pra sobreviver do lado de lá é preciso muito mais do que um rostinho bonito, bem cuidado e maquiado.
Eu gosto de você menina, pelo amor de Deus larga de ser irritante. Flexibilize-se um pouco. Isso cansa, sabia? Mano, sou de ferro não. Prazer essa sou eu, sou mulher, me chamo (você sabe meu nome), sou feita de carne osso e sentimento. Sentimento é tudo que é bom, que é bonito (para mim e/ou para os outros). Mas se teimar com essa historia chata vou lhe oferecer o meu tempero especial. “O egoísmo” e esse vai ser bom para minha sobrevivência, somente. Além de linda vou passar a ser ordinária, não quero valer nem o ar que VOCÊ respira. Exatamente, vou passar a valer PORRA NENHUMA.
Ta bom de fazer sabe o que? Você sua criança mal criada. Além de mal criada se julga tão adulta. Quando vem pro meu lado com essa sua má criação sinto uma vontade quase que incontrolável de educar-te igual meu pai me criou. Tá se sentindo dona do mundo? Então toma bofetadas.
Para de charminho...
Até entender, será quando que vai entender que HUMANOS, por mais MISERAVEIS que sejam também sentem dor. Ou você pensa que não é miserável? É sim garota. Todas não passamos de carne podre.
Acho que eu gosto tanto de criança que resolvi pegar você pra criar, só pode ser.
Mas já mudei de ideia.
Cresce menina, cresce.
Neiiiiim... sou muito nova, presto pra ser mãe ainda não!
Aaaah, só mais uma coisa: quem enjoou de você fui EU. CACETE!
Só para constar, se as suas atitudes fossem consequência das minhas, então você no mínimo me respeitaria e sem duvidas demonstraria algo, uma ponta, talvez de paixão.

Garotinha


Você era minha amiga. Tão frágil, tão sensível, tão dependente de meus cuidados.
E tudo que eu queria era pode lhe cuida. Eu te cuidava, nos mínimos detalhes te obsevava, a cada sorriso tentava aliviar um pouco da sua dor.
Tão doente. Ela só tinha meio pulmão, pensei na forma de lhe entregar um dos meus, nessa época eles ainda eram saldáveis, ou ao menos eu pesava que fossem. Eu queria tanto, mas tanto e me doía saber que isso não era possível, então eu rezei, na verdade eu rezava toda noite e pedia para que Deus me tirasse um deles e passasse para ti.
Eu poderia pedir para que você sarasse, mas não, eu desejava sofrer contigo, e ao teu lado aprendi a desejar e gritar cada dia, cada segundo mais alto pela morte. Eu ansiava pelo seu abraço sombrio.
Você travava. Tão pequena e delicada, minha nossa, como você sofria. Lembra-se de quando cantou e tocou para mim “avião sem asa, fogueira sem brasa, sou eu assim se você”. Eu tentava demonstrar que era forte, não chorava perto de ti, mas quando a noite chegava, trazendo junto a angustia que me consumia e me fazia sentir uma inútil, eu abraçava o travesseiro e chorava por ti, chorava por mim.
E a cada 30 minutos (durante semanas), quando o meu maldito celular despertava, duas vezes você atendeu, então agradeci a Deus por você está viva. E as outras, eu rogava novamente a ele, implorando para que você ficasse com parte de mim, e desejando a cada dia, mais e mais, o tão sonhado abraço eterno. Fazia tudo isso enquanto você dormir. Eu velava-te. Quanta inocência cabia a mim? Nenhuma. Quanta burrice? Nem eu seria capaz de contar, era a burrice maior do mundo.
Eu me feria, me esfolava e me torturava, fazia do meu corpo o abrigo solidário e solitário do lixo, o lixo o que eu me sentia, o qual você me fazia sentir. E a cada gota de sangue derramado um tremendo alivio. Sim, isso me aliviava, eu tinha justiça, tinha o que merecia. Eu não conseguia te proporcionar toda a felicidade que o seu falso olhar me pedia.
Quantas vezes me enforquei, asfixiei, tudo isso porque não me cabia derramar mais nenhuma gota de sangue. Já não me era possível derrama-las. Além do mais, eu desejava sofrer do mesmo mal que sofrias.
Qual? O mal de mal algum? O mal de psicopata, louca, alucinada? Ou seria o mal de se amar tanto e almejar tanto um objetivo ao ponto de passar por cima de tudo e todos? Independente de quem, ou quantos, o quanto sofreria o quem, o alguém, ou todos.
Tenho que lhe admitir, MENTES DE FORMA ENCATADORA. Acho até que lhe invejo esse dom. Ou não, eu era a sua garotinha, como você mesmo dizia “minha garotinha”.
Talvez eu deva sentir nojo de você, afinal, enganar uma garotinha não é nada complicado.
Será que ainda existe algo de garotinha em mim?
Talvez as lembranças. Porque nem o seu maldito numero de telefone eu consegui esquecer.
Nunca tentei, e nem vou tentar, mas espero que já tenhas trocado esse numero para que eu nunca te ligue.
Que mentira, acho que você me ensinou bem... Acabei de me flagrar tentando enganar-me.
Há dois anos trás eu te liguei sim, liguei no confidencial e assim que ouvi tua voz do outro lado da linha imediatamente desliguei e destruí-me em lagrimas.
Chorei em frente ao espelho, e te confesso: adorei assistir minha própria dor.
Tinhas razão em fazer tudo aquilo, era mesmo divertido. E sim, quando choro, faço cara de garotinha. Se tivesse me dito, teria lhe proporcionado o prazer de me ver chorar mais vezes. Foram tão poucas. Tão poucas as vezes que não consegui disfarçar o meu pânico perto de ti.
Nem para esquecer eu presto. Sabia que eu ainda vou te reencontrar? Pois é, eu vou. Quando eu não sei, mas tenho certeza que o tempo tornará isso possível. E pouco demora, será antes da minha morte, da minha tão desejada e suplicada morte.
O engraçado é que antes mesmo de te conhecer eu costumava dizer que seria em 2014. Não que eu esteja planejando isto, longe de mim. Mas se for mesmo, nosso encontro está mais próximo do que podemos imaginar. Mas os motivos que me levaram a concluir isto foram tão banais e precipitados que nem vêm ao caso.
Estou aqui para discorrer, ainda não sei bem, mas é sobre você ou para você. Talvez os dois.
Quando te encontrar, não sei o que vou fazer. Talvez eu trave; não como você travava, mas sim de não conseguir mover nem o olhar, talvez eu chore, talvez eu fale, talvez somente ouça ou quem sabe eu te espanque.
Menina, que eu não te espanque, porque eu seria capaz de te deformar.
Mas depois lhe pagaria um cirurgião plástico. Seria até bom, pediria para refazer essa sua cara sínica e dissimulada.
 Quem sabe eu faça de ti a minha garotinha, brincar de inverter papeis. Só que a minha meta seria ainda mais fria, você tinha lá seus interesses justamente fundamentados em sua tese. O meu único objetivo será fazer-te derramar uma lagrima verdadeira. Verdadeiramente doida e arrependida.
Mentira, pra ser sincera minhas magoas não são tão grandes assim. Só quero mesmo ver se eu sou capaz de cair na tua novamente.
Eu sinto é pena de você, pena do seu desprezo próprio. E talvez esse seja o seu maior castigo.
Leve para sempre dentro de ti a minha repugnância, só não se esqueça dos meus abraços, eles sempre foram sinceros.
Independente do que eu lhe faça, ou do que tu faças para mim, do quanto novamente nos encontrarmos. Independente do quanto me faça implorar novamente pela minha morte precoce, carregue para si uma certeza: eu vou lhe agradecer.
Obrigada por me ensinar que ninguém nesse mundo consegue ser bom, meigo, doce, gentil, caridoso e doente ao mesmo tempo.
Obrigada por me ensinar que não se pode confiar em ninguém, e que quando estiver andando pela rua durante a noite, sozinha, e o reflexo da luz lhe gerar novas sobras, DUVIDE, vire-se e certifique-se de que realmente estas só.
A minha melhor companhia para sempre será a minha solidão e a minha própria dor.
Obrigada por me mostrar o quanto as pessoas são podres. Não passamos de lixos orgânicos.
Aprendi a duvidar de palavras bonitas, e a fingir que acredito retrucando com novas belas palavras. Aprendi a fingir paixões. Eu aprendi a ser podre, na verdade eu ainda venho trabalhando isso dentro de mim, mas sei que um dia vou conseguir. Tive a melhor professora que o mundo poderia me oferecer.
Ainda não consegui arrotar suas sobras, na verdade porque não foi possível digeri-la por completo. Mas não me julgue, afinal, são restos de passado e o vomito ainda é teu.
Tanto já se passou, mas ainda não consegui. Talvez seja isso, tudo o que ainda me resta de garotinha e daqui até 2014 eu decido se ainda quero um pouco de acides no meu estomago ou se vomito de volta e mando lhe entregar em embrulho de presente acompanhado de fores e serpentes. 

Ler-te-ei


Hoje eu te li!
Li paginas por paginas do seu diário rasurado, mas tenho que confessar, na forma de menina impaciente, li seus dias de trás para frente. Precisava muito saber da atualidade e depois me aproximar do passado.
Eu te conheço, não por completo, mas conheço mais do que muitos, e te decifrei mais do que em mil anos decifraria alguém. Suas historias, algumas reais outras imaginadas, talvez desejadas. Os minutos iriam se passando e a minha sede de você só aumentava.
Cigarros. Fumei tantos, e a minha pressa me engasgava. A fumaça me sufocava, mas eu nunca parava. Senti imensurável necessidade de ter uma overdose de você.
Sexo, fala com tanta naturalidade, que se estranha não falando, não fazendo. Eu que me dizia tão foda, me senti uma menina virgem e assustada. E quando pensei que falaria de amor, falou de pica.
Hoje reparando em teus seios desenhados senti vontade de tê-los em minhas mãos, apertando e acariciando-os, te provocando e seduzindo, como quem quer brincar de fazer amor, para que no momento que te tivesse em minha cama te possuiria selvagenmente por inteira, exatamente como você adora. Faria-te minha, te daria prazer, te chuparia por inteira e depois pediria para me comer.
Quanta baixaria, eu vi seus bastidores, idealizei uma transa. Será quantos dedos iriam te satisfazer? Você me deseja, eu sei disso, hoje seus olhos me contaram.
Sempre em nossas conversas, eu tinha certeza que o que você me dizia não era o que pensava. Seus olhos não sabem mentir, então quando chegava em casa passava horas imaginando acertos e probabilidades, assim como eu, uma aquariana que fingi dizer tudo e que todos pensam que da primeira conversa já sabem quem é você. Nos sempre ficamos felizes “te enganei trocha”. Senti prazer sem que ao menos estivesse ao meu lado. Todas as suas frases repletas de erotismo e mistério. Adoro mulheres misteriosas. E hoje terei mais malicia ao tentar imagina-te.
Oportunidade, uma lata de cerveja, um cigarro. É só que preciso! 

Aceite minhas desculpas


Não nos falamos o dia todo, você foi muito grossa comigo. Tudo que eu queria era ser gentil.
Mas essa minha bondade, necessidade de me fazer de vítima me faz rir. Hora veja só, eu sempre lhe pedi desculpas pelos seus erros, porque hoje teria que ser diferente?
Não lhe enviei uma mensagem o dia todo, mas aguardava ansiosa para que você me enviasse e eu pudesse lhe responder. Meu celular tocava, mas não era você. Fiquei com tanta raiva, mas tanta raiva que não respondi e muito menos atendi ninguém. Como se eles fossem os culpados e me devessem as mesmas desculpas que eu devo a você.
Somente para ter certeza de que me ignoraria, no final da noite enviei-te uma mensagem.
E adivinha só, você não me respondeu!
Eu me pintei de vermelho, unhas e boca para chamar a minha própria atenção, que invisível eu sou. Sou até mesmo para mim, e daria a vida para saber se sentes a minha falta. Eu te imagino tão fria e sem coração.
Es tão inteligente para escrever sobre amor, e tão burra para amar.
Na tentativa de mandar embora todo o meu desprezo próprio, tudo aquilo que fazes me  desprezar, fui para o banho e o tomei com óleos cheirosos, e em contraste com meu corpo minhas unhas ainda vermelhas, isso me seduzia. Vendo minha própria beleza, confesso que por um segundo, talvez um segundo e meio eu me esqueci de ti.
Passei perfume e me vesti sensualmente, tudo para entrar na internet e mais tarde deitar-me com minha única companhia, doce e fiel solidão.
Senti ciúmes de você e ignorei para o publico a minha posse, sendo totalmente envolvida pela minha incontrolável necessidade de descrever o quanto me ignoras e me fazes mal.
Estou tentando, ao menos até o fim deste texto, não fumar e nem falar de cigarros, mas vi que é impossível e preciso dar um trago mortal a sua ingratidão.
Portanto, brindemos a nossa fraqueza, ao nosso inferno, nossa tortura, um brinde a minha autodestruição, a mesma que me alimenta.
Desejo de ti tudo o que tens de mais desprezível a me oferecer, desejo tudo de mais falso, menos teu.
Quero uma dose de ilusão tragada com desilusão.
Quero o meu poeta predileto com os seus “versos íntimos”
Desejo a decomposição do meu corpo nojento e humano.
Desejo  liberdade para minha alma suja.
Desejo um beijo dessa sua boca imunda.

Ao meu inferno, meu céu, meu bem, meu mau.


E de repente isso...
Não que seja ruim, mas é assustadoramente bom.
É assombrador saber que penso em você, que desejo você, e confesso: desejo muito não te desejar.
Eu pensava em você, pensava sempre em meus momentos mais insanos, menos lúcidos, mais bêbados. E em cada dose de pinga 51 a necessidade de te mandar uma mensagem e adorava poder jogar a culpa na bebida.
Sem ilusão, sem expectativa, sem sonhos, sem risos, sem desejos doces e pensamentos bondosos, sem musicas clichês, sertanejos. Sabe aquelas bem clichê e sertaneja que eu adoro, pois é, eu adoro e não amo. É tudo sempre tão previsível, né verdade?
Mas talvez seja isso, talvez por isso que você me encanta tanto. Eu não te decifro assim tão fácil, eu nunca sei qual o seu próximo passo, próxima palavra. Eu consegui entrar no seu jogo, e te confesso que estou tentando ao máximo  me permanecer nele. Eu estou conseguindo, sei que estou.
Irônico, sabe o que é mesmo irônico? Está dormindo ao seu lado e sonhar contigo.
Garota, você me atormenta os pensamentos. Que loucura, que inferno.  Aliais, que linha curta, que linha fina essa que separa meu inferno do seu céu, o meu bem do meu próprio mal.
Como um masoquista, que a cada dia se fere mais em busca de sabe-se lá o que, não vamos discutir os motivos que leva um grande sábio a se torturar. Mas eu me torturo, eu te procuro, eu desejo e mando-te ir se lascar. Claro que mando, mas só no meu inconsciente.
Como o diário de um formalista bêbado. Sim é isso, formalista e bêbado.
Paixão, minha amarga e doce paixão. Sabe o que significa? Vem do grego e quer dizer dor, sofrimento. Então porque nos perguntamos tanto “porque apaixonar-se dói?” Aaaah minha cara, é de sua natureza, da sua essência doer. Que prazeroso. Busco a cada sorriso teu a sua pontinha de dor. Eu desejo e espero que um dia doa.
Que bem danado, que mal calado, que sorriso amaldiçoadamente lindo.
Não quero, ou pelo menos não deveria. Mas eu sei que vou, eu quero ir. Vou me iludir, criar expectativas, me imaginar sempre ao seu lado, vou sorrir, te fazer sorrir. Vou ser feliz e no futuro, talvez não tão distante, eu vou te amar, vou te desejar tanto, desejar como só um bêbado consegue, mas saiba que estarei sóbria, insanamente sobreia.
E tudo isso na certeza de que, quando acabar, embora tenha crescido, você terá me feito um mal danado, e para curar o meu mal, como um antídoto, vou te desejar ainda mais.
Vou me embriagar e fumar. Whisky, tequila... Quero constantemente tragar a morte. 1, 2 carteiras por dia. Talvez 3. Não, três não.
 Vou desejar as bebidas mais caras e falsificadas, só para lembra-me de teu amor.
E vou me torturar, assim como a paixão tortura idiotas. Idiotas feito eu, feito você. Não que eu seja a sua paixão, (doce ilusão) mas sei que já se apaixonou um dia.
Tomarei o seu desprezo com vodka, talvez com vinho tinto, ou quem sabe vinho branco, daí o tornarei tinto de sangue.
Eu te desejo todos os dias, e você sabe, não sabe?
É claro que sabe, a bêbada aqui sou eu. 

Parcialmente bêbada


Hoje eu bebi, mas se eu te contar que foi de forma moderada você acredita?
Pois é, foi. Eu pensei que com sua ausência iria me embriagar de forma enlouquecida. Mais vi que estava enganada. Curti com meus amigos, e nem toquei no seu nome.
Tá, tudo bem, talvez eu tenha te citado uma ou duas vezes quem sabe, talvez a metade da noite, mas não foi com meus amigos.
“Garçom, aqui nessa mesa de bar, você já cansou de escutar centenas de caso de amor”
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk’
Que engraçado, foi mais ou menos desse jeito mesmo. E era divertido, ela ria do meu sotaque.
Vi suas fotos e te desejei, mas não como um bêbado. Tanto não desejei que nem lhe enviei mensagem.
Meu pensamento voa a ti a todo instante, mas fico feliz em sabe que estou me controlando. Será mesmo que já sou uma mulher adulta?
E todas no bar me desejavam, talvez seja por isso que não senti tanto a sua falta, eu tinha com o que mais distrai a minha atenção. Eu estava tão simples, porém, tão bela, ate me parecia com você. E fui esnobe, tal como tu és. Simpática e esnobe.
Mas eu fui ainda melhor porque não cometi os seus erros.
Estou te desejando tanto, você nem imagina. Meu teor alcoólico já está se passando e é mesmo assustador saber que quanto mais sóbria mais aumenta o meu desejo.
Mas tu sabes que não sou só sua. Sempre soube. Mas tenho que te confessar que por alguns dias eu fui, mas logo você voltou com suas grosserias e antipatias, daí vi novamente que já mais representaria nada nessa sua vidinha miserável, portanto não perdi oportunidades, não posso perder. Isso pode ate gerar danos morais.
Hô criatura, adoro tanto escrever-te na certeza de que já mais irá ler. Isso me deixa mais segura. Começo a dizer tudo que penso. E vou te confessar uma coisa eu odeio você “mulher” por mais linda que seja toda maquiada e produzida você fica tão velha. Te gosto menina, com a aparência de 17 anos, a sua verdadeira idade.
Eu estou esperando que você me procure, sem querer parecer desesperada, mas por favor, me procure. Não posso mais não receber mensagens suas, mas não lhe envio porque sei que não me responderá, não posso mais não ouvir sua voz, mas não te ligo porque não gosto de grosserias. Não aguento mais essa minha dor de cabeça, mas não tomo remédio por que preciso sentir dor.
Garota, MORRE.. MORRE. Vai por favor.... Sai da minha vida. MORRE.
Só não me deixe, te quero me assombrando todas as minhas noites, assim como sempre me assombra, ao meu lado ou distante de mim. Matando-me de prazer ou de desejo.
Não quero parecer desesperada, mas por favor não me deixe... Não assim, acabe antes seu serviço. Perturbe-me, pode me infernizar. Vai lá eu deixo...
Mesmo sem minha permissão sei que fará isso mesmo.

Quem te deixou entrar aqui?


Lá estava eu....
Skakiramente linda escrevendo para outra quando de repente me lembrei de você, acredita nisso?
Você me envolveu tanto que cada canto, pedaço, dessa casa me lembra você.
Depois que terminamos, eu mudei cada milímetro e detalhe de cabaré, mas ainda resta residos seu.
Na verdade, tudo isso aqui tem um pouco de cada um que aqui se fez presente.
Um pouco de você e de todas as mulheres que já comi, que já me comeram...
Que já gemeram, tudo me lembra um pouco de alguém.
Caramba, você não foi a única. Mas ainda te quero, sinto que algum dia ainda voltaremos a gozar juntas, nem que seja por mais uma única noite, e que seja somente sexo, sem amor, sem carinho, ou eu tenha, mas que seja falso...
Quero te comer como uma puta, porém não quero me preocupar com a hora e o valor.
Sem baralhos. Por favor, eles não existem, então me deixem em silêncio.
Estou com sono, acho que farei uma breve leitura e sequencialmente vou-me deitar, mas antes, prometa-me uma coisa?
Por favor, nunca me negue seu desprezo...
TRAIDORA.. AMO-TE, SUA INFELIZ! 

Tortura, vício e loucura...


Já reparou que sempre inicio um texto falando de meus vícios?!
Agora falo da minha abstinência...
Como desejo bebidas, cigarros, você. Mas não os tenho, não os posso.
Estou tão fria. Está tão frio aqui, eu gosto de frio. Gosto de frio acompanhada e gosto de frio na solidão da madrugada. Quando você se prende as suas lembranças, lembranças do que viveu e do que idealizou um dia viver.
Seu coração disparado e eu conseguindo ouvi-lo. Meus suspiros mais ofegantes, e eu tentando conter a minha vontade louca de dar.
UaAl ...
Paro e me pergunto: .... ? Melhor nem escrever, mas me pergunto.
E por incrível que pareça me respondo. Eu sempre sei a resposta para todas as minhas duvidas. Porque atuo como se não soubesse?
Ontem pela madrugada, não conseguia dormir, e lá fora ventava frio, sua lembrança me corroia, você me corroí, como se fosse vicio, será que é vicio? Não, não pode ser. Eu me conformo com sua ausência, mas sua presença me faz um mau tão bom!
O frio me doía, mas eu não conseguia entrar, o cigarro já me sufocava e minha tosse, como quem sofre de tuberculose, eu não conseguia controlar. Que mal é esse que me alimenta? Que mal destrói?
Porque a dor me excita?
A tortura me persegue, e eu não consigo ficar mais que uma semana sem isso... Isso o que?
Tudo isso, sei lá o que ou por que.
E então aquela vontade louca de escrever coisas abstratas e aparentemente sem nexo.
Abstrair, subtrair, destruir, conseguir, perseguir.... Sorrir..
Conseguir, conseguir, conseguir, prosseguir!
Eu sei que não entendeu nada, mas talvez nem eu tenha entendido, na verdade é besteira tentar me entender, é ilusão tentar te entender. Seria isso um “prove um pouco de seu próprio veneno?”
E a porta da sacada aberta,  o vento me convidando a possuir, e eu me recusando. Recuso-me sim, aqui não tem cigarro, se tivesse ate te amaria.. Mas não, não tem!
Boa noite, não vou me deitar agora. Mas boa noite!

VENENO ANTIMONOTONIA


Uma ex-fumante. Cigarro, cinzeiro e fósforo… É o que temos para hoje! “GRANGRENA”? eu preferiria “CÂNCER” ! assim como eu, é menos visível, porém, mais fatal. Enquanto solto fumaça relembro a vida, e me volto à minha antiga depressão. Aquela que a muito já havia superado.
Enquanto as lágrimas descem, a alma vai se aliviando. A alma de um sujeito um tanto sem jeito, que vive uma vida meio sem vida, respira um ar poluído, pensa e não sabe se deve ou não sentir dor. Uma dupla personalidade a qual uma delas procura o seu último suspiro querendo ouvir a voz somente do silêncio, escuto minha vizinha desabafando com uma amiga. Que história monotoma. Até me disponho a oferecer um cigarro!
Eu já fui boa nisso, hoje nem quero mais ser assim. Acho que sou bonita, mas, sou vazia, metida, grossa e orgulhosa, mas humilde suficiente para pedir desculpas e sábia ao ponto de respeitar o seu não.
Meu quarto já enfumaçado, e as lembranças se misturam a nicotina, uma lata de cerveja agora aberta e minha autoestima mandando eu me amar. Ela disse que além de linda sou algo mais. Mais o que? Eu pergunto só que ela não responde!
Acho que segurei tanto tudo, que essa foi a gota. Sinto saudades. Saudades da minha casa, dos meus velhos amigos, aquelas pessoas que eu jurava que jamais viveria sem e hoje olhando para o passado, vejo lembranças felizes que não são ao lado deles. Saudades do meu cachorro, aquele que me ama mesmo quando estou sem paciência e brigo. Aquele auau que me ama sem querer nada em troca, e que fica triste quando também estou. É engraçado, quanto mais eu choro e peço para que ele saia, mais ele fica ao meu lado me fitando com olhos de “me deixa ficar aqui”.
Mal estou conseguindo acender outro cigarro, agora são suas lembranças que me incomodam, olho para minha cama e lembro-me de nós, meus suspiros e meu gozo. Ao lado, chocolate e flor havia comprado para você, mas se que pude entregar.
Uma forte lembrança de algo que durou pouco, mas que a perda foi o suficiente para me enfraquecer, mas foi melhor assim, já estava começando a me viciar em você. Por favor, alguém pode me oferecer qualquer veneno antimonotonia?