Tudo aconteceu no tempo em que o coração sentia-se cheio do
vazio de amor.
Ela apareceu com pele morena e boca de menina dengosa. O
desejo já era antigo. Ela chegou sorrindo e eu fiquei só rindo. Procurava
detalhes de sua insegurança e forçava a sua instabilidade para que talvez
viesse a minha inspiração. Meio que quase sem querer ela se deitou em minha
cama e de forma que eu não esperava ate falamos de amor, amores antigos (talvez
nem tão antigo assim). E com aquele coração recíproco no desamor e sozinho no
desapego ela me fez (na pratica) o amor.
E eu: uma mulher, senti-me adolescente. Foi como se os anos
nunca houvessem se passado. Comecei a ter ciúmes até das cervejas que ela se
punha e dispunha a beber.
E aquele halito embriagado, soprado entre palavras bêbadas
me fazia relembrar em flash tudo que poderia se passar na minha mente sóbria,
porém, insana.
Eu parecia estar gostando, e entre nós tudo que me aparecia
como ponto final eu me via (entre nó) transformando em vírgulas. E quantas vírgulas
foram eu nem sei. Mais do que ensaios de despedias, nós tivemos despedias
dramáticas. Amor, foi por uma semana e meia que a sua boemia fez-me sentir
incomodada. A verdade é que talvez em outra vírgula, entre um nó e outro eu
seja a sua desculpa camuflada em motivo para tanta embriagues.
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