quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Flashback

E as pessoas mudam, afinal.
Elas se beijavam, seu beijo continuava excitante e encantador. Mas ela a procurava detalhadamente em seu passado.
Seu corpo ainda era o mesmo. Seus movimentos ainda feitos parecidos.
Ela estava diferente, seu toque já não tinha amor, seu beijo só havia desejo.
Ela transava enquanto o outro alguém desejava algo mais, talvez o seu antigo querer.
Seu coração disparava, sua pupila dilatava e no mesmo segundo pensava e relatava para si e mais ninguém.
Ela estava mais madura, ate mesmo em sua forma de não amar.
E uma delas descobriu que ainda amava (não tanto quanto pensou, mas amava) e a outra disse que já não sentia mais nada.
Como pode ser assim tão desejada?
Ela a queria por mais de uma noite, mas foi sua por apenas um segundo. Ou nem isso. O seu pensamento ia longe. Estava contigo pensando em alguém. Incrível a forma como isso foi aceito.
Ela olhava nos olhos e não contava nenhuma mentira, nem para dizer que ainda era bonita.
Quanta palhaçada, garota metida. Ela se via tendo que viver a realidade fingindo ser forte e fria. Sentia ciúmes, mas não sentia raiva. No fundo sentia-se orgulhosa. A criança, aparentemente, evoluiu, cresceu.
E aquela vontade de rouba-la para si, como foi controlada? Talvez não tenha sido.
João de Barro, eu te entendo agora!

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