E o engraçado não foi saber que em algum momento – mínimo- mas
você me olhou dizendo adeus na esperança que eu pedisse para que ficasse. O
engraçado nunca foi à certeza que você ficou comigo pensando em outro alguém,
desejando aquela outra pessoa. O SURPREENDENTE NÃO É A MINHA VONTADE DE NUNCA
COLOCAR VÍRGULAS e já mais desejar pausas.
E todo aquele sentimento, camuflado e escondido por aquela
montanha, toda aquela de lixo que nunca
passou de orgânico.
Até parecia pedir socorro, e ate parecia que eu não sabia da
sua necessidade de ir, porém tremenda vontade de continuar presa e ficar.
Era tudo tão PODRE, tão ORGÂNICO e degradável. Que bizarras as minhas tentativas
frustradas de lhe comprar pensamentos.
Eita, por um segundo, você quase foi minha doce ilusão,
porem, não acredite, afinal estou bêbada...
Suplico: perdoe-me tantos erros. Fiz o melhor de mim. Mas
talvez eu pudesse ter caprichado um pouco mais. Na verdade, certamente eu poderia.
E a ânsia de vomito que me causou ao lembrar de mim mesma.
Ecaaa... Preciso vomitar.
Você descendo as escadas me chamando de grossa e dizendo
adeus...
Dai eu feito besta lhe GRITANDO "Boa sorte" (sendo que no fundo não desejava)
ADEUS, MEU AMOR. Eu tentei fingir ser legal, mas não
consegui.
Ainda mais sabendo que, você, procurava um culpado.
E do que eu sei? NADA! Apenas de que você precisa encontrar
um responsável, e veja só... Hoje eu lhe permito me culpar do que precisar e
achar que deve. Olha só, nem sou tão ruim quanto pensei.
Queria encontrar as palavras mais baixas possíveis, só que não
consigo. Precisava lhe deseja o mal, só que não dar.
Infeliz, porque não esperou que eu te amasse?
Ainda precisava sofrer.
Droga!
Daí, tudo que me resta é dizer: Felicidades!
Vai, e se quiser, não precisa voltar, mas ainda estou aqui!
Apenas um silêncio estupefato.
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