Ela parecia querer que eu acreditasse, parecia querer me envolver novamente, com seus sorrisos, carinhos e toques, parecia querer me prender no olhar fabricado, como poses de fotografia, e eu de longe gritava como se no fundo tivesse medo, como se espantasse ao ponto de não conseguir olhar, como se por mais uma vez, eu fielmente acreditasse.
A verdade é que já conheço esse jogo. A diferença agora está nas regras, e embora tentasse, eu não podia parar de pensar. Incrível. Qualquer palavra que saía da sua boca,eu sabia que era repetida, que já tinha sido dita a outra pessoa, você nem se dá o trabalho de mudar o texto. Imaginava o sexo, tão fabricado, tudo igual.
Era impossível fingir não saber das tais "juras de amor". É curiosa a ânsia pelo desfecho. Eu soube,que você até mesmo suplicava esse tal amor, enquanto, mais uma vez eu fingia não estar ouvindo as histórias sempre duvidosas da pessoa, das pessoas. Não importa. O fato é que faziam questão de me acrescentar em mínimos detalhes todo o seu teatro de ingressos populares. Veja só que engraçado: Eu, estou sóbria. E o teu corpo? Algum dia lhe pediu um pouco mais de alma? O coração já te pediu calma?